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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos - 2013

O que Deus exige de nós?
Cadernos e Cartaz1


A edição 2013 da Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos (SOUC), será realizada entre os dias 12 e 19 de maio. O tema da Semana será “O que Deus exige de nós?”. Inspirado em Miquéias 6:6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia. O Conselho Nacional de Igrejas Cristã do Brasil (CONIC), por sua vez, se encarregou de produzir todo o material que será utilizado por igrejas e movimentos ecumênicos.

No processo de preparação, enquanto se refletia sobre o significado da Semana, ficou decidido que, num contexto de injustiça em relação aos dalits na Índia e na Igreja, a busca pela unidade visível não poderia estar dissociada do desmantelamento do sistema de castas e do apelo às contribuições para a unidade dos mais pobres.

Para adquirir o Cartaz e o Caderno de Oração da SOUC os interessados deverão entrar no site da CONIC e obter as informações.

Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver) e 60% para o CONIC Nacional.

Neste ano de 2013 as ofertas destinadas ao CONIC Nacional serão utilizadas na continuidade da conscientização temática “Superação da Intolerância Religiosa”, tema que vem sendo trabalhado pelos regionais do CONIC.

Fonte: CNBB


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cristãos e budistas: amar, defender e promover a vida humana

Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso envia mensagem por ocasião da festa de Vesakh

CIDADE DO VATICANO, 02 de Maio de 2013 (Zenit.org) - O Vesakh é a festa mais importante para os Budistas: em que comemoram os principais acontecimentos da vida de Buda. A festa de Vesakh / Hanamatsuri de 2013, nos diversos países da cultura budista, é comemorado em datas diferentes, de acordo com as diferentes tradições. Este ano, a festa acontece: dia 17 de maio na Coréia do Sul, China, Hong Kong, Macau; 24 de maio, no Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Cingapura, Birmânia, Camboja, Laos; 25 de maio, na Índia, Nepal e Indonésia . Nesta ocasião, o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso enviou a seguinte mensagem aos Budistas:


Caros amigos Budistas


1. Em nome do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, gostaria de estender as minhas cordiais saudações e votos de felicidades a vós, por ocasião da celebração da festa de Vesakh que oferece aos cristãos uma ocasião para renovar o diálogo amigável e estreitar a colaboração com as diferentes tradições por vós representadas.


2. Papa Francisco, no início do seu ministério, reafirmou a necessidade de um diálogo amigável entre os seguidores de diferentes religiões. Ele observou que "A Igreja é [...] consciente da responsabilidade que todos nós temos para com o nosso mundo, com toda a criação, à qual devemos amar e proteger. Há muito o que fazer para beneficiar os pobres, os necessitados e aqueles que sofrem, e para favorecer a justiça, promover a reconciliação e construir a paz "(Audiência com Representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das diversas religiões, 20 de março de 2013). A Mensagem do Dia Mundial da Paz em 2013, intitulado "Bem-aventurados os pacificadores", observa que "o caminho para a realização do bem comum e da paz é, acima de tudo, respeito à vida humana em todos os seus muitos aspectos, começando com sua concepção, através de seu desenvolvimento até o seu fim natural. Verdadeiros pacificadores, então, são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões, pessoal, comunitária e transcendente. Vida em plenitude é o cume da paz. Quem ama a paz não pode tolerar ataques e crimes contra a vida "(Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2013, n. 4).


3. Gostaria de expressar que a Igreja Católica nutre sincero respeito pela vossa nobre tradição religiosa. Frequentemente observa-se uma consonância com valores expressos também em vossos livros religiosos: respeito pela vida, contemplação, silêncio, simplicidade (cf. Verbum Domini, n º 119.). Nosso genuíno diálogo fraterno deve promover o que nós Budistas e Cristãos temos em comum, de modo especial partilhamos uma profunda reverência pela vida.


4. Caros amigos Budistas, o vosso primeiro preceito ensina a abster-se da destruição da vida de qualquer ser senciente e, assim, proíbe matar a si mesmo e aos outros. A pedra angular de vossa ética encontra-se na benignidade para com todos os seres. Nós, cristãos, acreditamos que o núcleo da doutrina moral de Jesus é dupla, o amor a Deus e o amor ao próximo. Jesus diz: "Como o Pai me amou, também Eu vos amei: permanecei no meu amor." E ainda: "Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei". (Catecismo da Igreja Católica, n 1823). O quinto Mandamento Cristão "não matarás" se harmoniza muito bem com o vosso primeiro preceito. Nostra Aetate ensina que "a Igreja Católica nada rejeita do que é verdadeiro e santo nestas religiões" (NA 2). Acho, portanto, que é urgente, tanto para os Budistas como para os Cristãos, com base no genuíno patrimônio das nossas tradições religiosas, criar um clima de paz para amar, defender e promover a vida humana.


5. Como todos sabemos, apesar destes nobres ensinamentos sobre a santidade da vida humana, o mal em diferentes formas contribui para a desumanização da pessoa, reduzindo o sentido de humanidade nos indivíduos e nas comunidades. Esta trágica situação convida-nos a que Budistas e Cristãos unamos as mãos para desmascarar as ameaças à vida humana e despertar a consciência ética dos nossos respectivos seguidores para despertar um renascimento espiritual e moral de indivíduos e sociedades, a fim de sermos verdadeiros obreiros da paz que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões.”


6. Caros amigos Budistas, vamos continuemos a colaborar com renovada compaixão e fraternidade para aliviar o sofrimento da família humana, promovendo a sacralidade da vida humana. Neste espírito gostaria, mais uma vez, de desejar-vos uma pacífica e alegre festa de Vesakh.


Cardeal Jean-Louis Tauran -Presidente


Rev. Miguel Ángel Ayuso Guixot, MCCJ -Secretário

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Iraque: Arcebispo de Kirkuk pede paz e diálogo

22/11/2012

Kirkuk (RV) - Aumenta a controvérsia entre o governo central iraquiano e a administração regional do Curdistão para o controle de Kirkuk, cidade situada no nordeste do Iraque, que possui uma imensa riqueza petrolífera estimada em 10 bilhões barris.
Ali vive uma população de 1 milhão e 300 mil habitantes, divididos entre muçulmanos, curdos árabes e turcos. Por isso, o Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, fez um convite para paz e diálogo a todas as facções em luta. 

O governo central, de maioria xiita, guiado pelo premier iraquiano, Nouri al-Maliki, tenta impor sua autoridade sobre Kirkuk enviando o Exército para manter o controle e limitar a presença curda. 

A cidade vive um momento de grande tensão, as pessoas temem uma escalada de violência e têm medo de um conflito para a conquista do território e a supremacia de uma das facções em guerra. Repetem-se ameaças e advertências recíprocas entre o premier iraquiano e a liderança curda da região. 

Para evitar um novo banho de sangue, o arcebispo de Kirkuk fez a um apelo em favor da calma e ao diálogo a todas as partes envolvidas, que visa proteger a população civil que está cada vez mais desanimada e não acredita nas promessas de estabilidade e segurança. 

Dom Louis ressaltou no apelo que "os iraquianos sofreram muito e seus olhos estão cansados de esperar por dias melhores. Eles não têm força para suportar novos conflitos" – frisou ainda.

O prelado acrescentou que a esperança do povo iraquiano é a de viver em segurança e estabilidade. "Como iraquiano, uno a minha voz às vozes de homens e mulheres de Kirkuk e imames para pedir aos partidos políticos, ao Governo central e Regional do Curdistão para acalmar a situação e sentar-se à mesa para negociar e dialogar de maneira sincera. Porque, não há paz sem diálogo", concluiu. (MJ)


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo divulga eventos para 2013

SEX, 09 DE NOVEMBRO DE 2012 10:34POR: CNBbb




A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está divulgando o 16º Encontro de Professores e de Diálogo Inter-religioso e o 4º Simpósio de Formação Ecumênica.

Ambos os eventos acontecerão de 1º a 3 de fevereiro de 2013, na Centro de Formação Sagrada Família, em São Paulo.
O tema a ser trabalhado nos encontros será “A mística do diálogo no contexto do pluralismo religioso brasileiro”.

Mais informações acesse entre em contato com a Comissão, no e-mail: ecumenismo@cnbb.org.brou no telefone (24) 3346-5161.

FONTE: http://www.cnbb.org.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Líderes muçulmanos e católicos se encontram para debate

Um grupo de lideranças muçulmanas e católicas reuniram-se no Vaticano para fazer um debate sobre suas relações diante da “situação atual do mundo”.

De acordo com um comunicado oficial do Vaticano, o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e o presidente do Fórum Islâmico Internacional para o Diálogo, Hamid bin Ahmad Al-Rifaie, presidiram a reunião. Oito muçulmanos e oito representantes católicos participaram da reunião. Os participantes “trocaram opiniões sobre as relações entre cristãos e muçulmanos”, segundo o comunicado.

Uma segunda reunião de dois dias foi agendada em Roma, em julho de 2013, cujo tema será “Os crentes na frente do materialismo e do secularismo”, disse o Vaticano.

Dando continuidade ao diálogo iniciado em 1995, até 2012 foram 17 encontros promovidos.

O Vaticano tem feito reuniões inter-religiosas regulares com estudiosos muçulmanos depois que 138 especialistas muçulmanos escreveram uma carta em 2007, defendendo o diálogo com os cristãos.

A carta chegou depois que o papa Bento XVI fez um discurso em Regensburg, Alemanha em setembro de 2006 citando observações de um imperador bizantino, criticando o Islã por ser uma religião violenta.

O papa posteriormente pediu desculpas aos muçulmanos, pois os comentários causaram uma reação violenta. Ele disse que o verdadeiro significado de seu discurso “era e é um convite ao diálogo franco e sincero, com grande respeito recíproco”.

13 / julho / 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Revista Mundo e Missão - Ecumenismo

Setembro de 2007 - Edição n.º 12
Em Debate é parte integrante da Revista MUNDO e MISSÃO - n.º 115

Torre de Babel - Pieter Brueghel
ecumenismo é uma promiscuidade em pecado, já que pretende agremiar numa só confissão seitas cujo próprio surgimento e a “raison d’être” (razão de ser) são desvios do caminho reto da tradição cristã original. É uma tentativa insólita de se chegar à Verdade através da aceitação simultânea de várias deturpações desta. São as próprias palavras de Jesus Cristo que nos mostram inequivocamente quão infundadas e destituídas de qualquer valor são as afirmativas sobre os benefícios espirituais para a humanidade que o ecumenismo possa trazer.São elas: “... E eu digo-te que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). É óbvio, que esta Igreja já existe e que existe há dois milênios e que é uma só, independentemente do número e da distribuição geográfica dos fiéis por Ela congregados. É de se acreditar que o dito foi suficiente para tornar evidente a vacuidade espiritual do ecumenismo.
(V.Kurgánov, da Igreja Ortodoxa Russa)
s evangélicos são contrários ao ecumenismo porque “continuam crendo que a Reforma foi um avanço espiritual e não um equívoco. Acreditam que os esforços tendentes à unificação não levam em conta as razões reais da separação, a saber, as questões doutrinárias fundamentais. Entendem que o papado no catolicismo romano não é um ofício legítimo da Igreja. Que a maior parte do corpo doutrinário e ensino do catolicismo romano nada tem a ver com os princípios bíblicos e nem serve de progresso histórico válido na espiritualidade” (Eloy Melonio, Ecumenismo: Quais os fundamentos da proposta?, Revista Em Defesa da Fé, n.º 24).
termo ecumênico originou-se do grego oikoumene, derivado da palavra oikos: casa, lugar onde se vive, onde as pessoas têm um mínimo de bem-estar.
A expressão é utilizada em sentido religioso e representa o esforço de unidade entre as religiões cristãs, a pedido de Jesus a seu Pai:
- “Para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; para que sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Entretanto, surgidas ao longo da história, as divergências afastaram os cristãos de um convívio comum. As mais graves aconteceram nos séculos 11 (cisma ortodoxo) e 16 (cisma protestante).
s pentecostais e os neo-pentecostais, em geral, e os batistas, têm dificuldade com o ecumenismo. Em primeiro lugar porque, segundo eles, seria uma nova estratégia da Igreja católica para reconverter os “crentes” ao catolicismo. Do outro lado, o ecumenismo impediria o proselitismo (conquista de adeptos), que é a maneira pela qual muitos grupos evangelizam, uma vez que, para eles, quem não lhes pertence não se salva.
á grupos contrários ao ecumenismo também entre os católicos (a ponta extrema é a Fraternidade São Pio X, fundada pelo bispo Lefèbvre). Tradicionalistas e conservadores receiam que o diálogo ecumênico possa enfraquecer a genuína fé católica e gerar confusão entre os fiéis.
m geral, nota-se pouco interesse pelo ecumenismo dentro da Igreja católica (em nível de sacerdotes e leigos). As iniciativas ecumênicas são muito raras, a impulsividade dos pentecostais assusta e põe os católicos em defensiva. Há – de lado a lado – muita ignorância e preconceito sobre as outras confissões cristãs.

Irmãos e irmãs do Caribe, da América Central e do Sul em preparação para a 9.ª Assembléia Geral d0 CMI

“Todos os cristãos se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido. Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do evangelho a toda criatura”
(Concílio Vaticano II – Unitatis redintegratio, 1)
uando é que nós, cristãos, teremos a lucidez e a coragem de reconhecer que nossa falta de unidade é uma causa fundamental de ateísmo?”
(Giuseppe M. Zanghí, filósofo e teólogo)
iante dos enormes problemas que o mundo enfrenta, diante da responsabilidade que temos de levar à frente o projeto de Deus para que a humanidade se realize plenamente e seja feliz, os cristãos retardam o avanço da história. Diante das tragédias da humanidade, opostas ao plano de Deus, podem os cristãos continuar se dando ao luxo atroz de trabalharem desunidos?”
(Enrique Cambón, teólogo)

s cristãos, pelo menos eles, renunciem a suas divisões, a suas posições, que se reconciliem, já que têm como ponto de referência um Deus que é Amor!”
(Roger Schutz, fundador da Comunidade de Taizé)


“Estou convencida que Deus não abandonou nenhuma das Igrejas durante estes séculos de divisão. Portanto, amanhã, com a reunificação, cada Igreja unida às outras, refletindo justamente a unidade de Deus, não só manterá a característica particular que foi desenvolvendo ao longo dos séculos, mas colocando-se em comunhão com todas as outras Igrejas, completar-se-á, fortalecer-se-á. Por isso, cada Igreja tornar-se-á, de certo modo, uma ‘especialista’ daquele determinado aspecto de verdade que ela mesma, ao longo dos séculos, foi aprofundando.”
(Chiara Lubich, fundadora do Movimento Focolare)

uvistes dez mil histórias sobre nós, que somos chamados protestantes. Se credes em apenas um milésimo destas histórias, deveis pensar muito mal de nós. (...) Daí se destrói completamente o amor fraternal; e cada grupo, encarando o outro como monstro, dá lugar à ira, ao ódio, à maledicência, a todo sentimento não-amistoso que, frequentemente, tem resultado em barbaridades desumanas, quase desconhecidas entre os pagãos.”
(John Wesley, fundador da Igreja Metodista)
nova atitude mental que o ecumenismo exige (...) leva cada Igreja a colocar Jesus Cristo no centro de seu sistema referencial, e não ela mesma, convencendo-se de que, se existe um retorno a ser feito, este cabe a cada uma delas de modo idêntico.
Este retorno é uma subida árdua do rio da história de cada Igreja, carregado de conquistas espirituais, mas também poluído pelas infidelidades de seus filhos, para chegar à nascente, onde encontramos a água pura da Palavra de Deus vivida com radicalidade e generosidade, e que nos revela o contorno preciso da Igreja de Jesus.”
(Sandra Ferreira Ribeiro, teóloga)
ecumenismo é um processo lento, às vezes desanimador, quando caímos na tentação de sentir e não escutar, de falar sem convicção, porque não é sempre fácil abandonar o conforto. Mas se o ecumenismo é uma estrada lenta e íngreme, como toda via de penitência, é também um caminho que, apesar de suas dificuldades, apresenta amplos espaços de alegria, paradas refrescantes, e permite também respirar a plenos pulmões o ar da comunhão.”
(Papa Bento XVI, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, janeiro de 2007)
Igreja e igrejas

Encontro de Água - Declaração Ecumênica sobre a água como Direito Humano e bem público

mbora separadas, as Igrejas orientais têm verdadeiros sacramentos e, sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia. Assim, são consideradas pela Igreja de Roma como “Igrejas particulares ou locais”. As comunidades cristãs, nascidas da Reforma do século 16, não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem.
Segundo a doutrina católica, elas não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico e, portanto, não podem ser chamadas “Igrejas” em sentido próprio. Além delas, chamadas igrejas históricas, nasceram posteriormente as comunidades pentecostais e neo-pentecostais.
Concílio Vaticano II exortou “todos os fiéis a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participem do trabalho ecumênico” (Documento sobre o ecumenismo). Em nível central, isso se realiza através do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, criado em 1960. Existem diálogos bilaterais e multilaterais, tanto internacionais quanto em âmbito nacional.
Eis alguns diálogos intereclesiais dos quais a Igreja católica participa:
– Com as Igrejas Ortodoxas, a partir do “diálogo da caridade” iniciado na década de 1970 entre o patriarca Atenágoras e o papa Paulo VI.
– Com a Igreja Copta (uma antiga Igreja oriental). A partir de 1974, depois da declaração entre Paulo VI e o papa copta Shenouda III sobre divergências apenas de linguagem e não de doutrina.
– A Igreja católica vem mantendo diálogos constantes com as chamadas Comunidades da Reforma.
Conheça alguns documentos comuns: Com luteranos:
Declaração conjunta sobre a Doutrina de Justificação (1999).
Com a Aliança Reformada Mundial: - Para uma compreensão comum da Igreja (1990).
Com Anglicanos: Igreja como comunhão (1991).
grande teólogo reformado Oscar Cullmann afirmou:
“Devemos chegar à unidade não apesar, mas através da diversidade”.
Ele elencou os carismas essenciais de cada uma das três grandes tradições cristãs:
1.º Carismas “típicos” do protestantismo:
– a concentração sobre a Bíblia;
– a liberdade cristã, que favorece a abertura para o mundo.
2.º Carismas essenciais do catolicismo:
– a universalidade;
– a instituição (sendo um carisma, a organização protege o espírito: 1 Cor 14,33-40);
– o papado, com a condição de ser concebido como serviço petrino.
3.º Carismas próprios da Igreja ortodoxa:
– aprofundamento teológico do Espírito Santo;
– preservação das formas tradicionais da liturgia.
Iniciativas atuais (2006):

Celebração Ecumênica durante encontro da Conferência sobre História Latino-Americana
– Janeiro. Uma comissão internacional católico-reformada publicou o documento “A Igreja como Comunidade de Testemunho comum ao Reino de Deus”, em comemoração ao processo de diálogo, iniciado em 1970.
– Julho. A “Reunião de cúpula dos Chefes de Estado Religiosos”, promovida pelo Patriarca de Moscou, Alexis II, solicitou a adesão da Santa Sé.
– Novembro. O arcebispo de Canterbury e primaz da Comunhão Anglicana reza com o papa no Vaticano. Visita apostólica do papa à Turquia e encontro com Sua Santidade Bartolomeu I.
– Dezembro. O arcebispo de Atenas, Sua Beatitude Christodoulos, visita o papa no Vaticano.
1.º Renovação da Igreja, para que seja, cada vez mais, fiel ao evangelho.
2.º Conversão do coração (humildade, fraternidade, reconhecimento mútuo das faltas contra a unidade).
3.º União na oração, para impetrar a graça da unidade.
4.º Conhecimento mútuo: estudo das outras igrejas, segundo a verdade e na caridade.
5.º Formação ecumênica: o estudo da teologia e da história deve ser ministrado do ponto de vista e com sensibilidade ecumênica.
6.º Cooperação no campo social para enfrentar juntos, como cristãos, os problemas da nossa época.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2010 SERÁ ECUMÊNICA
Oração durante encontro ecumênico

presidente do CONIC, pastor Carlos Möller, recebeu do presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, no dia 20 de agosto, a comunicação de que a Assembléia dos Bispos aprovou, em maio, o pedido de mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2010 (a primeira foi em 2000 e a segunda em 2005). O pastor Carlos lembrou que o CONIC comemora, neste ano, 25 anos de fundação e para celebrar a data será realizado, de 15 a 17 de setembro, o Seminário “Ecumenismo e Missão – Para que todos sejam um”.

ECUMENISMO NÃO É DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
nquanto o ecumenismo propõe a unidade entre os cristãos (católicos, protestantes, ortodoxos), o diálogo inter-religioso é um canal aberto entre cristãos e não-cristãos (judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo,...).
ESTRUTURAS ECUMÊNICAS

Celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2005:
Dom João Braz; Pastor Luterano Renato Kühne e o
Bispo Anglicano Maurício de Andrade
• Conselho Mundial das Igrejas (CMI)
A principal organização ecumênica cristã mundial foi fundada em 1948, em Amsterdam, Holanda. Tem sede em Genebra, Suíça. Congrega mais de 340 denominações cristãs, que representam 500 milhões de fiéis, em 120 países, pelo menos.
Seu secretário geral atual é Samuel Kobia, metodista. A Igreja católica romana não participa da organização, mas mantém com ela grupos de trabalho em alguns departamentos, como a Comissão de Fé e Ordem e a Comissão de Missão e Evangelismo.
• Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)
No Brasil, as Igrejas: - católica apostólica romana, católica ortodoxa siriana do Brasil, cristã reformada e as Igrejas protestantes históricas: - luterana, metodista, presbiteriana unida e episcopal anglicana do Brasil, pertencem ao CONIC, com sede em Brasília – DF. A entidade foi fundada em 1982. Procura aproximar as igrejas cristãs, promovendo debates e encaminhamentos práticos que levem à sua integração e à comunhão.
CURSOS SOBRE ECUMENISMO
CESEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular
• Site: www.cesep.org.br • E-mail: cesep@cesep.org.br • Tel.: (11) 3105-1680


http://www.pime.org.br