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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Iraque: Arcebispo de Kirkuk pede paz e diálogo

22/11/2012

Kirkuk (RV) - Aumenta a controvérsia entre o governo central iraquiano e a administração regional do Curdistão para o controle de Kirkuk, cidade situada no nordeste do Iraque, que possui uma imensa riqueza petrolífera estimada em 10 bilhões barris.
Ali vive uma população de 1 milhão e 300 mil habitantes, divididos entre muçulmanos, curdos árabes e turcos. Por isso, o Arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako, fez um convite para paz e diálogo a todas as facções em luta. 

O governo central, de maioria xiita, guiado pelo premier iraquiano, Nouri al-Maliki, tenta impor sua autoridade sobre Kirkuk enviando o Exército para manter o controle e limitar a presença curda. 

A cidade vive um momento de grande tensão, as pessoas temem uma escalada de violência e têm medo de um conflito para a conquista do território e a supremacia de uma das facções em guerra. Repetem-se ameaças e advertências recíprocas entre o premier iraquiano e a liderança curda da região. 

Para evitar um novo banho de sangue, o arcebispo de Kirkuk fez a um apelo em favor da calma e ao diálogo a todas as partes envolvidas, que visa proteger a população civil que está cada vez mais desanimada e não acredita nas promessas de estabilidade e segurança. 

Dom Louis ressaltou no apelo que "os iraquianos sofreram muito e seus olhos estão cansados de esperar por dias melhores. Eles não têm força para suportar novos conflitos" – frisou ainda.

O prelado acrescentou que a esperança do povo iraquiano é a de viver em segurança e estabilidade. "Como iraquiano, uno a minha voz às vozes de homens e mulheres de Kirkuk e imames para pedir aos partidos políticos, ao Governo central e Regional do Curdistão para acalmar a situação e sentar-se à mesa para negociar e dialogar de maneira sincera. Porque, não há paz sem diálogo", concluiu. (MJ)


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo divulga eventos para 2013

SEX, 09 DE NOVEMBRO DE 2012 10:34POR: CNBbb




A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está divulgando o 16º Encontro de Professores e de Diálogo Inter-religioso e o 4º Simpósio de Formação Ecumênica.

Ambos os eventos acontecerão de 1º a 3 de fevereiro de 2013, na Centro de Formação Sagrada Família, em São Paulo.
O tema a ser trabalhado nos encontros será “A mística do diálogo no contexto do pluralismo religioso brasileiro”.

Mais informações acesse entre em contato com a Comissão, no e-mail: ecumenismo@cnbb.org.brou no telefone (24) 3346-5161.

FONTE: http://www.cnbb.org.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Líderes muçulmanos e católicos se encontram para debate

Um grupo de lideranças muçulmanas e católicas reuniram-se no Vaticano para fazer um debate sobre suas relações diante da “situação atual do mundo”.

De acordo com um comunicado oficial do Vaticano, o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e o presidente do Fórum Islâmico Internacional para o Diálogo, Hamid bin Ahmad Al-Rifaie, presidiram a reunião. Oito muçulmanos e oito representantes católicos participaram da reunião. Os participantes “trocaram opiniões sobre as relações entre cristãos e muçulmanos”, segundo o comunicado.

Uma segunda reunião de dois dias foi agendada em Roma, em julho de 2013, cujo tema será “Os crentes na frente do materialismo e do secularismo”, disse o Vaticano.

Dando continuidade ao diálogo iniciado em 1995, até 2012 foram 17 encontros promovidos.

O Vaticano tem feito reuniões inter-religiosas regulares com estudiosos muçulmanos depois que 138 especialistas muçulmanos escreveram uma carta em 2007, defendendo o diálogo com os cristãos.

A carta chegou depois que o papa Bento XVI fez um discurso em Regensburg, Alemanha em setembro de 2006 citando observações de um imperador bizantino, criticando o Islã por ser uma religião violenta.

O papa posteriormente pediu desculpas aos muçulmanos, pois os comentários causaram uma reação violenta. Ele disse que o verdadeiro significado de seu discurso “era e é um convite ao diálogo franco e sincero, com grande respeito recíproco”.

13 / julho / 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Revista Mundo e Missão - Ecumenismo

Setembro de 2007 - Edição n.º 12
Em Debate é parte integrante da Revista MUNDO e MISSÃO - n.º 115

Torre de Babel - Pieter Brueghel
ecumenismo é uma promiscuidade em pecado, já que pretende agremiar numa só confissão seitas cujo próprio surgimento e a “raison d’être” (razão de ser) são desvios do caminho reto da tradição cristã original. É uma tentativa insólita de se chegar à Verdade através da aceitação simultânea de várias deturpações desta. São as próprias palavras de Jesus Cristo que nos mostram inequivocamente quão infundadas e destituídas de qualquer valor são as afirmativas sobre os benefícios espirituais para a humanidade que o ecumenismo possa trazer.São elas: “... E eu digo-te que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). É óbvio, que esta Igreja já existe e que existe há dois milênios e que é uma só, independentemente do número e da distribuição geográfica dos fiéis por Ela congregados. É de se acreditar que o dito foi suficiente para tornar evidente a vacuidade espiritual do ecumenismo.
(V.Kurgánov, da Igreja Ortodoxa Russa)
s evangélicos são contrários ao ecumenismo porque “continuam crendo que a Reforma foi um avanço espiritual e não um equívoco. Acreditam que os esforços tendentes à unificação não levam em conta as razões reais da separação, a saber, as questões doutrinárias fundamentais. Entendem que o papado no catolicismo romano não é um ofício legítimo da Igreja. Que a maior parte do corpo doutrinário e ensino do catolicismo romano nada tem a ver com os princípios bíblicos e nem serve de progresso histórico válido na espiritualidade” (Eloy Melonio, Ecumenismo: Quais os fundamentos da proposta?, Revista Em Defesa da Fé, n.º 24).
termo ecumênico originou-se do grego oikoumene, derivado da palavra oikos: casa, lugar onde se vive, onde as pessoas têm um mínimo de bem-estar.
A expressão é utilizada em sentido religioso e representa o esforço de unidade entre as religiões cristãs, a pedido de Jesus a seu Pai:
- “Para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; para que sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Entretanto, surgidas ao longo da história, as divergências afastaram os cristãos de um convívio comum. As mais graves aconteceram nos séculos 11 (cisma ortodoxo) e 16 (cisma protestante).
s pentecostais e os neo-pentecostais, em geral, e os batistas, têm dificuldade com o ecumenismo. Em primeiro lugar porque, segundo eles, seria uma nova estratégia da Igreja católica para reconverter os “crentes” ao catolicismo. Do outro lado, o ecumenismo impediria o proselitismo (conquista de adeptos), que é a maneira pela qual muitos grupos evangelizam, uma vez que, para eles, quem não lhes pertence não se salva.
á grupos contrários ao ecumenismo também entre os católicos (a ponta extrema é a Fraternidade São Pio X, fundada pelo bispo Lefèbvre). Tradicionalistas e conservadores receiam que o diálogo ecumênico possa enfraquecer a genuína fé católica e gerar confusão entre os fiéis.
m geral, nota-se pouco interesse pelo ecumenismo dentro da Igreja católica (em nível de sacerdotes e leigos). As iniciativas ecumênicas são muito raras, a impulsividade dos pentecostais assusta e põe os católicos em defensiva. Há – de lado a lado – muita ignorância e preconceito sobre as outras confissões cristãs.

Irmãos e irmãs do Caribe, da América Central e do Sul em preparação para a 9.ª Assembléia Geral d0 CMI

“Todos os cristãos se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido. Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do evangelho a toda criatura”
(Concílio Vaticano II – Unitatis redintegratio, 1)
uando é que nós, cristãos, teremos a lucidez e a coragem de reconhecer que nossa falta de unidade é uma causa fundamental de ateísmo?”
(Giuseppe M. Zanghí, filósofo e teólogo)
iante dos enormes problemas que o mundo enfrenta, diante da responsabilidade que temos de levar à frente o projeto de Deus para que a humanidade se realize plenamente e seja feliz, os cristãos retardam o avanço da história. Diante das tragédias da humanidade, opostas ao plano de Deus, podem os cristãos continuar se dando ao luxo atroz de trabalharem desunidos?”
(Enrique Cambón, teólogo)

s cristãos, pelo menos eles, renunciem a suas divisões, a suas posições, que se reconciliem, já que têm como ponto de referência um Deus que é Amor!”
(Roger Schutz, fundador da Comunidade de Taizé)


“Estou convencida que Deus não abandonou nenhuma das Igrejas durante estes séculos de divisão. Portanto, amanhã, com a reunificação, cada Igreja unida às outras, refletindo justamente a unidade de Deus, não só manterá a característica particular que foi desenvolvendo ao longo dos séculos, mas colocando-se em comunhão com todas as outras Igrejas, completar-se-á, fortalecer-se-á. Por isso, cada Igreja tornar-se-á, de certo modo, uma ‘especialista’ daquele determinado aspecto de verdade que ela mesma, ao longo dos séculos, foi aprofundando.”
(Chiara Lubich, fundadora do Movimento Focolare)

uvistes dez mil histórias sobre nós, que somos chamados protestantes. Se credes em apenas um milésimo destas histórias, deveis pensar muito mal de nós. (...) Daí se destrói completamente o amor fraternal; e cada grupo, encarando o outro como monstro, dá lugar à ira, ao ódio, à maledicência, a todo sentimento não-amistoso que, frequentemente, tem resultado em barbaridades desumanas, quase desconhecidas entre os pagãos.”
(John Wesley, fundador da Igreja Metodista)
nova atitude mental que o ecumenismo exige (...) leva cada Igreja a colocar Jesus Cristo no centro de seu sistema referencial, e não ela mesma, convencendo-se de que, se existe um retorno a ser feito, este cabe a cada uma delas de modo idêntico.
Este retorno é uma subida árdua do rio da história de cada Igreja, carregado de conquistas espirituais, mas também poluído pelas infidelidades de seus filhos, para chegar à nascente, onde encontramos a água pura da Palavra de Deus vivida com radicalidade e generosidade, e que nos revela o contorno preciso da Igreja de Jesus.”
(Sandra Ferreira Ribeiro, teóloga)
ecumenismo é um processo lento, às vezes desanimador, quando caímos na tentação de sentir e não escutar, de falar sem convicção, porque não é sempre fácil abandonar o conforto. Mas se o ecumenismo é uma estrada lenta e íngreme, como toda via de penitência, é também um caminho que, apesar de suas dificuldades, apresenta amplos espaços de alegria, paradas refrescantes, e permite também respirar a plenos pulmões o ar da comunhão.”
(Papa Bento XVI, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, janeiro de 2007)
Igreja e igrejas

Encontro de Água - Declaração Ecumênica sobre a água como Direito Humano e bem público

mbora separadas, as Igrejas orientais têm verdadeiros sacramentos e, sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia. Assim, são consideradas pela Igreja de Roma como “Igrejas particulares ou locais”. As comunidades cristãs, nascidas da Reforma do século 16, não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem.
Segundo a doutrina católica, elas não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico e, portanto, não podem ser chamadas “Igrejas” em sentido próprio. Além delas, chamadas igrejas históricas, nasceram posteriormente as comunidades pentecostais e neo-pentecostais.
Concílio Vaticano II exortou “todos os fiéis a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participem do trabalho ecumênico” (Documento sobre o ecumenismo). Em nível central, isso se realiza através do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, criado em 1960. Existem diálogos bilaterais e multilaterais, tanto internacionais quanto em âmbito nacional.
Eis alguns diálogos intereclesiais dos quais a Igreja católica participa:
– Com as Igrejas Ortodoxas, a partir do “diálogo da caridade” iniciado na década de 1970 entre o patriarca Atenágoras e o papa Paulo VI.
– Com a Igreja Copta (uma antiga Igreja oriental). A partir de 1974, depois da declaração entre Paulo VI e o papa copta Shenouda III sobre divergências apenas de linguagem e não de doutrina.
– A Igreja católica vem mantendo diálogos constantes com as chamadas Comunidades da Reforma.
Conheça alguns documentos comuns: Com luteranos:
Declaração conjunta sobre a Doutrina de Justificação (1999).
Com a Aliança Reformada Mundial: - Para uma compreensão comum da Igreja (1990).
Com Anglicanos: Igreja como comunhão (1991).
grande teólogo reformado Oscar Cullmann afirmou:
“Devemos chegar à unidade não apesar, mas através da diversidade”.
Ele elencou os carismas essenciais de cada uma das três grandes tradições cristãs:
1.º Carismas “típicos” do protestantismo:
– a concentração sobre a Bíblia;
– a liberdade cristã, que favorece a abertura para o mundo.
2.º Carismas essenciais do catolicismo:
– a universalidade;
– a instituição (sendo um carisma, a organização protege o espírito: 1 Cor 14,33-40);
– o papado, com a condição de ser concebido como serviço petrino.
3.º Carismas próprios da Igreja ortodoxa:
– aprofundamento teológico do Espírito Santo;
– preservação das formas tradicionais da liturgia.
Iniciativas atuais (2006):

Celebração Ecumênica durante encontro da Conferência sobre História Latino-Americana
– Janeiro. Uma comissão internacional católico-reformada publicou o documento “A Igreja como Comunidade de Testemunho comum ao Reino de Deus”, em comemoração ao processo de diálogo, iniciado em 1970.
– Julho. A “Reunião de cúpula dos Chefes de Estado Religiosos”, promovida pelo Patriarca de Moscou, Alexis II, solicitou a adesão da Santa Sé.
– Novembro. O arcebispo de Canterbury e primaz da Comunhão Anglicana reza com o papa no Vaticano. Visita apostólica do papa à Turquia e encontro com Sua Santidade Bartolomeu I.
– Dezembro. O arcebispo de Atenas, Sua Beatitude Christodoulos, visita o papa no Vaticano.
1.º Renovação da Igreja, para que seja, cada vez mais, fiel ao evangelho.
2.º Conversão do coração (humildade, fraternidade, reconhecimento mútuo das faltas contra a unidade).
3.º União na oração, para impetrar a graça da unidade.
4.º Conhecimento mútuo: estudo das outras igrejas, segundo a verdade e na caridade.
5.º Formação ecumênica: o estudo da teologia e da história deve ser ministrado do ponto de vista e com sensibilidade ecumênica.
6.º Cooperação no campo social para enfrentar juntos, como cristãos, os problemas da nossa época.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2010 SERÁ ECUMÊNICA
Oração durante encontro ecumênico

presidente do CONIC, pastor Carlos Möller, recebeu do presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, no dia 20 de agosto, a comunicação de que a Assembléia dos Bispos aprovou, em maio, o pedido de mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2010 (a primeira foi em 2000 e a segunda em 2005). O pastor Carlos lembrou que o CONIC comemora, neste ano, 25 anos de fundação e para celebrar a data será realizado, de 15 a 17 de setembro, o Seminário “Ecumenismo e Missão – Para que todos sejam um”.

ECUMENISMO NÃO É DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
nquanto o ecumenismo propõe a unidade entre os cristãos (católicos, protestantes, ortodoxos), o diálogo inter-religioso é um canal aberto entre cristãos e não-cristãos (judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo,...).
ESTRUTURAS ECUMÊNICAS

Celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2005:
Dom João Braz; Pastor Luterano Renato Kühne e o
Bispo Anglicano Maurício de Andrade
• Conselho Mundial das Igrejas (CMI)
A principal organização ecumênica cristã mundial foi fundada em 1948, em Amsterdam, Holanda. Tem sede em Genebra, Suíça. Congrega mais de 340 denominações cristãs, que representam 500 milhões de fiéis, em 120 países, pelo menos.
Seu secretário geral atual é Samuel Kobia, metodista. A Igreja católica romana não participa da organização, mas mantém com ela grupos de trabalho em alguns departamentos, como a Comissão de Fé e Ordem e a Comissão de Missão e Evangelismo.
• Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)
No Brasil, as Igrejas: - católica apostólica romana, católica ortodoxa siriana do Brasil, cristã reformada e as Igrejas protestantes históricas: - luterana, metodista, presbiteriana unida e episcopal anglicana do Brasil, pertencem ao CONIC, com sede em Brasília – DF. A entidade foi fundada em 1982. Procura aproximar as igrejas cristãs, promovendo debates e encaminhamentos práticos que levem à sua integração e à comunhão.
CURSOS SOBRE ECUMENISMO
CESEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular
• Site: www.cesep.org.br • E-mail: cesep@cesep.org.br • Tel.: (11) 3105-1680


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Ecumenismo, sim... mas qual?


  Apresento aqui algumas ponderações sobre o ecumenismo. 
Que é ecumenismo?
É um belíssimo movimento de fé e amor suscitado pelo Espírito Santo no coração de tantos cristãos de diversas comunidades eclesiais no sentido de rezar e trabalhar com esforço sincero para conseguir uma maior unidade entre os cristãos. Assim, a finalidade última do movimento ecumênico é a unidade visível da Igreja de Cristo, expressa na comunhão de fé e amor entre todos os que têm o nome de cristãos. Sendo assim, o ecumenismo dá-se somente entre as comunidades cristãs, isto é, aquelas que aceitam Jesus como Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Salvador do mundo, e professam a Santa e Indivisa Trindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Neste sentido, não são cristãos os espíritas, as testemunhas de Jeová, os mórmons...Com eles, não se deve falar em ecumenismo: com os não-cristãos faz-se diálogo inter-religioso, que é a busca de um respeito recíproco para trabalhar em prol do bem comum e dos valores humanos universais. Então, a palavra-chave para o ecumenismo é unidade; já para o diálogo inter-religioso, a palavra-chave é respeito. 
As igrejas cristãs são todas iguais?
            Para que se coloque o ecumenismo em prática de modo correto, é necessário compreender a doutrina católica sobre a Igreja e suas relações com os outros cristãos! A nossa fé é claramente exposta pelo Concílio Vaticano II:
(1) A Igreja é necessária para a salvação, porque Cristo, o único Salvador, quis a Igreja, fundou a Igreja e deu-lhe a missão de continuar sua missão: “Cristo, Mediador único, constitui e sustenta indefectivelmente sobre a terra, como organismo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, de esperança e de caridade, e por meio dela comunica a todos a verdade e a graça” (LG 8). Então, a Igreja não é facultativa ou sem importância: aderir a Cristo exige a pertença à sua Igreja, pela qual Cristo fala e na qual Cristo dá a salvação, sobretudo nos sacramentos da fé.
(2) Esta Igreja de Cristo é única e permanece de modo pleno somente na Igreja católica, fundada por Cristo: “Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo (= Credo) professamos una, santa, católica e apostólica, e que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse, encarregando-o, assim como aos demais apóstolos, de a difundirem e de a governarem, levantando-a para sempre como ‘coluna e sustentáculo da verdade’. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste (= permanece inteira, continua íntegra na sua essência) na Igreja católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8).
(3) E as outras comunidades cristãs? O Concílio ensina que elas têm elementos da Igreja de Cristo e afirma claramente que fora do corpo visível da Igreja católica há inúmeros elementos de santificação e verdade (cf. LG 8); e os cita: “a palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons interiores do Espírito Santo e elementos visíveis” (UR 3). O Concílio também afirma que os atos de culto de nossos irmãos separados são canais de graça e podem conduzir à salvação: “Também não poucas ações sagradas da religião cristã são celebradas entre os nossos irmãos separados... estas ações podem realmente produzir a vida da graça e devem mesmo ser tidas como aptas para abrir a porta à comunhão e à salvação” (UR 3). Portanto, o Espírito do Ressuscitado serve-se também dessas comunidades separadas da Igreja católica: “As igrejas e comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos (na profissão de sua fé, na sua doutrina e práxis eclesial), de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como meio de salvação cuja força deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada a Igreja católica” (UR 3).
(4) Nossos irmãos não-católicos não estão visivelmente na plena comunhão da Igreja de Cristo, que somente se realiza na Igreja católica: “Os irmãos separados, quer como indivíduos, quer como comunidades e igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova; unidade que as Sagradas Escrituras e a venerável Tradição da Igreja abertamente declaram. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o instrumento geral da salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios da salvação” (UR 3).
            Estes pontos, aqui apresentados mostram-nos o quanto é firme e coerente a posição da Igreja na questão ecumênica. O Concílio nada mais fez que reafirmar a fé constante da Igreja de Cristo. Uma coisa deve ter ficado clara: ecumenismo não é relativismo (dizer que todas as religiões são iguais e têm o mesmo valor), não é irenismo (fazer de conta que dá pra ficar tudo como está, aceitando a doutrina uns dos outros como se essa Babel doutrinal fosse vontade de Cristo e estivesse de acordo com a doutrina dos Apóstolos) nem tampouco é sincretismo (mistura de religiões e de ritos). Então, cuidado com a palavra “ecumenismo”: pode prestar-se a tristes enganos!
            Vejamos, agora, algumas questões práticas, ligadas ao ecumenismo. 
(1) Um católico pode participar de um culto protestante ou das reuniões de uma religião não-cristã?
Se se trata de um culto de formatura, de um casamento a que se foi convidado, de um funeral, sim. Se, ao invés, se trata de fazer aquelas famosas “visitas”, não! Para que um católico participe de um culto evangélico, é necessário que haja um motivo extraordinário, como uma celebração ecumênica, com a presença de representantes da Igreja católica. Em geral os católicos que participam de cultos protestantes não têm suficiente formação doutrinal católica e terminam por misturar tudo e até por abandonar a fé católica. Além do mais, quando um protestante convida um católico para ir ao culto, fá-lo não com intenção ecumênica e fraterna, mas com o intuito de proselitismo, isto é de “converter” o católico... como se um católico não fosse cristão!
Pior ainda seria participar de um culto espírita, de uma reunião das testemunhas de Jeová ou dos mórmons... ou de uma “missa” ou quaisquer outros sacramentos administrados na “Igreja” Brasileira. Esses sacramentos são todos provavelmente inválidos! 
(2) Pode-se fazer celebrações ecumênicas de formatura e outros eventos?
Em princípio sim. Mas é necessário, em cada caso, a permissão do Bispo. Não basta a vontade do padre! Além do mais, uma celebração ecumênica não é ir cada um pra rezar do seu modo, quase que ignorando o outro; ao invés, deve ser preparada com antecedência pelos ministros das diversas comunidades que participarão da celebração, de modo que seja uma celebração só, toda integrada e na qual cada um exerça um papel, em unidade e comunhão. Caso contrário, é melhor que não haja celebração ecumênica!
É importante notar que não se faz celebração ecumênica com os não-cristãos (espíritas, por exemplo). Quando o Papa reuniu todas as religiões em Assis, no momento da oração cada grupo religioso fez a sua separadamente, em locais separados. O Papa somente rezou junto com os cristãos!
Também não se deve organizar celebração ecumênica aos domingos, para não atrapalhar a participação da missa. Se um católico participa de uma celebração ecumênica num domingo, de modo algum está dispensado da missa dominical!
A Igreja católica não faz celebração ecumênica com as “Igrejas” Brasileiras, pois não reconhece estas últimas como igrejas. Não reconhece seus sacramentos nem seus ministros, nem faz nenhum tipo de diálogo ecumênico com elas, pois não crê na idoneidade de seus ministros que, em geral, enganam o povo fazendo-se passar por católicos e imitando tudo que é da Igreja católica! Um católico que celebre qualquer sacramento nas “Igrejas” Brasileiras peca gravemente e simula a celebração dos sacramentos! 
(3) Um católico pode casar-se com um não-católico?
Pode, desde que tenha a licença do Bispo. Para isso é necessário que a parte não-católica se comprometa a respeitar a religião da parte católica e que o católico se comprometa a fazer o possível para que os filhos sejam educados na fé católica. Se não for possível, em último caso, que os filhos sejam educados como cristãos até que possam optar livremente pela religião do pai ou da mãe.
Caso um católico case-se com um não-católico sem a devida permissão canônica, incorre em pecado grave e seu casamento é nulo para a Igreja católica. 
(4) Um católico pode participar de estudos bíblicos com os irmãos protestantes?
Em princípio sim. O problema é que na atual situação do Brasil, esses estudos não têm o objetivo de fazer crescer na comunhão e no amor a Jesus, mas de querer “converter” os católicos, fazendo-se uma leitura ridicularmente fundamentalista da Palavra de Deus, que termina por trair o sentido da mesma. Em geral, os católicos que fazem esses “estudos” com os irmãos protestantes são despreparados e terminam completamente confusos. Sendo assim, na nossa situação, um católico que deseje conhecer mais a Palavra de Deus vá participar de um dos cursos bíblicos promovidos pela Igreja. Na nossa Arquidiocese há muitíssimos e de boa qualidade! Expor a nossa fé a riscos desnecessários é temeridade e, portanto, pecado! 
(5) A Igreja católica aceita o batismo dos cristãos não-católicos?
Em geral sim, desde que batizem em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, utilizando água. Com certeza batizam validamente: a Igreja Episcopal Anglicana, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, a Igreja Metodista.
Apesar de terem uma visão deficiente sobre este sacramento, a Igreja aceita também o batismo das seguintes comunidades: presbiterianos, batistas, Igrejas congregacionais, adventistas, a maioria das igrejas pentecostais e Exército da Salvação.
A Igreja tem dúvidas sobre o batismo dos pentecostais que batizam só em nome de Jesus, da Igreja Pentecostal Unida do Brasil e das chamadas Igrejas Brasileiras (são ao redor de 30). Se alguém batizado nessas comunidades pedir para entrar na Igreja católica, deve ser batizado sob condição (“Se não és batizado, eu te batizo em nome do Pai...”)
Com certeza, batizam invalidamente: as Testemunhas de Jeová, os mórmons e a Ciência Cristã. 
            Espero que tenham ficado claros estes pontos. Lembremo-nos que todos aqueles que crêem que Jesus é Senhor e Deus são cristãos e nossos irmãos. Podemos nos ajudar tanto na vida diária e dar juntos um belo testemunho de amor a Jesus, apesar daquilo que nos separa. O Senhor deseja para nós a unidade na sua única Igreja. Quanto aos não-cristãos, devem ser respeitados na sua consciência e opção religiosa. Quanto aos ateus, devem ser também respeitados e acolhidos. Que vendo nosso carinho e respeito para com eles, possam descobrir em Cristo o Deus verdadeiro!

Papa João Paulo II visita Taizé

O Papa João Paulo II decidiu fazer uma paragem em Taizé durante a sua viagem a França. Estava desde a véspera em Lyon e também se devia deslocar a Paray-le-Monial, Ars e Annecy.


Puseram-se tendas em frente da Igreja da Reconciliação. Chegaram sete mil jovens. Durante toda a noite, alguns deles revezaram-se numa oração contínua, silenciosa, que se prolongou até de manhã cedo. Às 8:30, depois de terem cantado muito tempo com os jovens, os irmãos saíram da igreja para acolherem o Papa. Um nevoeiro espesso cobria toda a região. Os helicópteros tiveram de ficar no hangar. O Papa veio de Lyon num carro normal.

Depois de entrar na Igreja da Reconciliação, João Paulo II sentou-se numa cadeira de madeira e palha. O irmão Roger, rodeado de algumas crianças, dirigiu-lhe umas breves palavras de boas-vindas. De seguida, o Papa falou aos jovens. Explicou-lhes por que razão veio a Taizé e o que a Igreja espera deles:
A Igreja precisa do vosso entusiasmo

«(…) Como vós, peregrinos e amigos da comunidade, o Papa está só de passagem. Mas passa-se por Taizé como se passa perto de uma fonte. O viajante pára, mata a sede e continua o seu caminho. Os irmãos da comunidade, como sabeis, não querem deter-vos. Querem, na oração e no silêncio, permitir-vos que bebais a água viva prometida por Cristo, que conheçais a sua alegria, que reconheçais a sua presença, que respondais ao seu chamamento, e depois que torneis a partir para dar testemunho do seu amor e servir os vossos irmãos nas vossas paróquias, nas vossas cidades e aldeias, nas vossas escolas, nas vossas universidades e em todos os vossos locais de trabalho.

Hoje em dia, em todas as Igrejas e comunidades cristãs e até entre os mais altos responsáveis políticos do mundo, a comunidade de Taizé é conhecida pela confiança, sempre cheia de esperança, que deposita nos jovens. É sobretudo porque partilho dessa confiança e dessa esperança que estou aqui esta manhã.

Caros jovens, para levar ao mundo a alegre notícia do Evangelho, a Igreja precisa do vosso entusiasmo e da vossa generosidade. Sabeis que pode acontecer que os mais velhos, depois da marcha difícil ou das dificuldades que enfrentaram, sejam tomados pelo medo ou pelo cansaço e deixem enfraquecer o entusiasmo próprio de toda a vocação cristã. Também pode acontecer que as instituições, por causa da rotina ou das deficiências dos seus membros, já não estejam suficientemente ao serviço da mensagem evangélica. A Igreja tem então necessidade do testemunho da vossa esperança e do vosso ardor para melhor cumprir a sua missão.

Não vos contenteis com a crítica passiva ou esperando que as pessoas ou as instituições fiquem melhores. Ide até às paróquias, às capelanias, aos diversos movimentos e comunidades, e levai-lhes com paciência a força da vossa juventude e os talentos que haveis recebido. Levai o vosso apoio confiante aos ministros da Igreja; eles são os vossos servos em nome de Jesus, e por isso precisais deles. A Igreja precisa da vossa presença e da vossa participação. Se permanecerdes no interior da Igreja, sereis por vezes, como é óbvio, feridos pelas divisões, pelas tensões internas e pelas misérias dos seus membros, mas recebereis de Cristo, que é a sua cabeça, a sua Palavra de verdade, a sua própria Vida, o Sopro do amor que vos permitirá amá-lo fielmente e sentir-vos realizados ao arriscar a vossa vida num alegre dom aos outros. (…)»

Depois de ter falado, o Papa ajoelhou-se para alguns instantes de oração no meio dos irmãos. Todos cantaram: «Laudate omnes gentes, laudate Dominum» («Louvai o Senhor todos os povos da terra»). Enquanto os jovens continuavam a cantar na igreja e nas tendas, o Papa desceu para uma sala contínua onde se ia encontrar com os irmãos. Saudou-os um a um e depois falou à comunidade.
Tornaste-vos ainda mais jovens

O Papa lembrou os irmãos que conhecia pessoalmente a comunidade desde há muito tempo: «Visitei-vos quando éreis mais jovens. Mas hoje tornaste-vos ainda mais jovens.» Lembrava-se das viagens do irmão Roger à Polónia e das suas palavras sobre a Virgem Maria e sobre o ministério do pastor universal. João Paulo II disse então que «se sentia evidentemente obrigado, não exteriormente mas no seu coração, a vir ver-vos.» Fazendo referência aos dois Encontros Europeus de Jovens que já se realizaram em Roma, o Papa acrescenta: «Roma está sempre aberta à vossa visita com os jovens.»

Em seguida, o Papa deixou à comunidade uma mensagem escrita que comoveu muito os irmãos. O irmão Roger incluiu depois esta mensagem no livro As Fontes de Taizé, que resume as intuições essenciais da vida da comunidade.
«Essa pequena Primavera!»

Caros irmãos, na intimidade tão familiar deste breve encontro, eu gostaria de vos expressar o meu afecto e a minha confiança com estas simples palavras, pelas quais o Papa João XXIII, que tanto vos amava, saudou um dia o irmão Roger: «Ah, Taizé, essa pequena Primavera!»

O meu desejo é que o Senhor vos guarde como uma Primavera que desponta e que ele vos guarde pequenos, na alegria evangélica e na transparência do amor fraterno.

Cada um de vós veio aqui para viver na misericórdia de Deus e na comunidade dos irmãos. Consagrando-vos a Cristo com todo o vosso ser, por amor a ele, encontrastes uma e outra.

Mas mais ainda, sem o ter procurado, vistes chegar até vós, aos milhares, jovens vindos de todo o mundo, atraídos pela vossa oração e pela vossa vida comunitária. Como não pensar que estes jovens são o dom e o meio que Deus vos oferece para vos estimular a permanecer juntos, na alegria e na frescura de uma entrega, como uma Primavera para todos os que buscam a vida verdadeira? 

Nos vossos dias, o trabalho, o repouso, a oração, são vivificado pela Palavra de Deus que se apodera de vós, vos guarda pequenos, isto é filhos do Pai celeste, irmãos e servos de todos na alegria das Bem-aventuranças.



Não esqueço: na sua vocação única, original e até, em certo sentido, provisória, a vossa comunidade pode suscitar a admiração e encontrar a incompreensão e a dúvida. Mas, por causa da vossa paixão pela reconciliação dos cristãos numa comunhão plena, por causa do vosso amor pela Igreja, estou certo de que sabereis continuar a estar disponíveis à vontade do Senhor.

Escutando as críticas ou as sugestões dos cristãos das diferentes Igrejas e comunidades cristãs para reter o que é bom, permanecendo em diálogo com todos, mas não hesitando em expressar as vossas expectativas e os vossos projectos, não decepcionareis os jovens e contribuireis para que nunca esmoreça o esforço desejado por Cristo para conseguir reencontrar a unidade visível do seu Corpo, na plena comunhão de uma mesma fé.

Vós sabeis o quanto, pela minha parte, considero o ecumenismo como uma necessidade que me compete, uma prioridade pastoral no meu ministério, para o qual conto com a vossa oração.

Querendo ser vós mesmos uma «parábola de comunidade», ajudareis todos os que encontrardes a serem fiéis à sua pertença eclesial, que é o fruto da sua educação e escolha de consciência, mas também a entrar sempre mais profundamente no mistério de comunhão que é a Igreja no desígnio de Deus.

Pelo dom que concede à sua Igreja, Cristo liberta, com efeito, em cada cristão as forças do amor e dá-lhe um coração universal de artesão de justiça e de paz, capaz de unir à contemplação uma luta evangélica para a libertação integral do homem, de todo o homem e do homem todo.

Caros irmãos, agradeço-vos por me terdes convidado e por assim me terdes dado a oportunidade de voltar a Taizé. Que o Senhor vos abençoe e vos guarde na sua paz e no seu amor!

Chegou a hora da partida. João Paulo II saiu, aproximou-se do carro, depois decidiu de forma imprevista voltar à igreja a fim de saudar os jovens uma última vez. «Devo confessar-vos que vos deixo», diz-lhes o Papa. «E com tristeza. Mas o Papa tem de obedecer! Tem muitos superiores!» Houve muitos risos, logo seguidos por aplausos, e os cânticos recomeçaram, acompanhando a partida do Papa.